Shawn Thew/Efe
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Para Gates, Iraque deve pedir permanência de tropas americanas

Secretário de Defesa dos EUA, porém, reconhece que militares não são populares no país

Agência Estado

24 de maio de 2011 | 21h01

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse nesta terça-feira, 24, esperar que os governantes iraquianos peçam para as tropas americanas permanecerem no país além do final de 2011 - para quando está marcado o início da retirada dos soldados -, mas reconheceu que os Estados Unidos são impopulares no Iraque.

 

A extensão da presença militar dos EUA além de dezembro deste ano um ano seria uma mensagem importante aos aliados árabes dos EUA e ao Irã, disse Gates. O secretário de Defesa, porém, afirmou que os políticos iraquianos enfrentarão um "desafio" ao considerar tal atitude.

 

"Temos que nos dar conta que se trata de um desafio político, pois, gostemos ou não, não somos muito populares lá", afirmou Gates em uma conferência no American Enterprise Institute, um centro de estudos conservador em Washington.

 

Gates afirmou ainda que um tempo maior de permanência dos militares americanos no Iraque ajudaria a sustentar a segurança e outros ganhos que país conseguiu nos últimos anos. Segundo ele, o Iraque se transformou em uma sociedade árabe multisectária que "mostra que a democracia funciona".

 

Os comentários de Gates são parecidos com os que ele mesmo fez durante uma visita ao Iraque no mês passado. Na viagem, ele afirmou que os líderes políticos iraquianos reconhecem que eles precisam de mais apoio militar, mas relutam em pedi-lo porque há um grande sentimento popular contrário à presença americana.

 

Ainda há cerca de 45 mil soldados dos EUA no Iraque e todas forças americanas devem deixar o país no final de 2011, sob um acordo de segurança com Bagdá. As informações são da Dow Jones.

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