Para Geithner, acordo fiscal depende de republicanos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está pronto para cortar gastos federais para reduzir o déficit crescente do país, mas não irá fazer qualquer acordo com os republicanos até que eles primeiro concordem em elevar os impostos de americanos ricos e especifiquem as próprias demandas para redução dos gastos do governo, disse o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, neste domingo.

NALU FERNANDES, Agência Estado

02 de dezembro de 2012 | 18h41

Se a Casa Branca e o Congresso não chegarem a um acordo até 1º de janeiro, a alíquota do imposto de renda para todos os americanos irá subir significativamente e profundos cortes nos gastos do governo serão deflagrados, ocorrências que economistas argumentam que jogariam os EUA de volta à recessão e elevariam a já alta taxa de desemprego.

Tal data é quando expiram os cortes de impostos da era George W. Bush e representa o prazo para implementação de cortes agudos de gastos federais, significando centenas de bilhões de dólares retirados de programas federais que vão da área de educação à militar.

"A bola está realmente com eles agora", disse Geithner, durante participações em cinco programas de TV, neste domingo.

Em entrevistas gravadas na sexta-feira, Geithner afirmou acreditar que "(democratas e republicanos) ainda estavam distantes uns dos outros, mas eu acredito que estamos nos aproximando".

Ele classificou as negociações como "teatro político normal", manifestando confiança que um acordo pode ser fechado em tempo e citando que tudo que está bloqueando tal acordo é a aceitação dos republicanos quanto a impostos mais altos para os ricos.

Ele elogiou que os republicanos estão reconhecendo que as receitas terão de subir, mas acrescentou "que não nos disseram nada sobre quanto as taxas deveriam avançar e quem deveria pagar impostos maiores", citou Geithner.

O secretário disse que, até agora, as propostas dos republicanos demonstram "matemática política, não matemática de fato". Geithner insistiu que não há "rota para um acordo (sem que) os republicanos reconheçam que os impostos terão de subir para os americanos mais ricos". Ele também disse que administração apenas iria discutir mudanças no sistema de Seguridade Social, ou Previdência, em um "processo separado", não em conversas sobre o abismo fiscal.

Geithner acrescentou que, se os republicanos não consideram que a administração Obama está cortando gastos o suficiente, deveriam fazer uma contraproposta. "Eles devem querer fazer algumas coisas de forma diferente. Mas eles têm de nos dizer quais coisas são", acrescentou. As informações são da Associated Press.

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