Para Harry, morte de Diana nunca será explicada

Príncipes britânicos falam para a NBC sobre o acidente que matou a mãe em 1997

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 11h59

O príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, disse a uma TV dos EUA ao lado do seu irmão Willian que ninguém jamais saberá a verdade sobre a morte da sua mãe, a princesa Diana, ocorrida há quase dez anos após um acidente de carro num túnel de Paris. O responsável pelas investigações do processo, o juiz Scott Baker, disse nesta quarta-feira, 13, que o caso será conduzido de forma justa e aberta. Em entrevista que irá ao ar na próxima segunda-feira, 18, nos programas Today e Dateline, da NBC, Harry disse que "ninguém nunca saberá o que aconteceu naquele túnel. E tenho certeza de que as pessoas sempre pensarão nisso o tempo todo. Eu nunca vou parar de me perguntar a respeito." Harry, 22 anos, e seu irmão William, 24, tentam na entrevista descrever o impacto da morte da mãe, em 31 de agosto de 1997. Naquela ocasião, ela e o namorado, Dodi Al Fayed, eram perseguidos por fotógrafos quando ocorreu o acidente, que matou ambos e o motorista. Os dois príncipes disseram na entrevista, realizada no mês passado, que estes dez anos passaram muito lentamente. William disse que não há um só dia em que ele não lembra da mãe e do acidente. O entrevistador Matt Lauer disse que Diana gostaria que os filhos tivessem a vida mais normal possível, e perguntou aos príncipes se é assim. "Acho que ela ficaria feliz pela forma como levamos isso, mas ligeiramente infeliz com a forma como as outras pessoas levam isso, como que dizendo: ´Olhem, vocês não são normais, então parem de tentar ser normais´, que é o que ouvimos muito", respondeu Harry. "Dentro da nossa vida privada e dentro de certas outras partes da nossa vida, queremos ser o mais normal possível. E, sim, é duro porque, de certo modo, nunca seremos normais", acrescentou. Questionados sobre o que gostariam de fazer se não fossem príncipes, William disse, brincando, que quando era mais novo gostaria de ser policial, "mas não agora". Então, acrescentou que gostaria de pilotar helicópteros, "sabe, trabalhando para a ONU talvez, ou algo assim". Quando Lauer perguntou a mesma coisa a Harry, William interveio, rindo: "Ele provavelmente iria jogar computador e tomar cerveja". Mas Harry disse que gostaria de viver na África, se envolver em atividades humanitárias e trabalhar como guia de safáris. Em homenagem à mãe, os dois príncipes organizaram um concerto para 1o de julho, quando ela completaria 46 anos. Inquérito Scott Baker, juiz responsável pelo inquérito que investiga as mortes do casal e do motorista no acidente em Paris, prometeu nesta quarta-feira, 13, que os testemunhos do caso serão completos e abertos. "Espero que o inquérito prossiga sem que as pessoas duvidem que ele será aberto, justo, transparente, e que as evidências relevantes obtidas sejam disponibilizadas antes ao júri", disse. "Eu também estou determinado de que o inquérito judicial seja concluído o mais rápido possível. Isto é obviamente importante para os familiares envolvidos, assim como de interesse público." Butler-Sloss foi afastada do caso em maio por não possuir a experiência necessária em casos com júri para presidir uma ação tão importante.

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