Paolo Aguilar/Efe
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Para Humala, eleições definirão 'tipo de democracia que peruanos querem'

Candidato afirma que sociedade oferecida pela rival Keiko Fujimori é 'dos anos 90, não mudou'

Efe

13 de abril de 2011 | 17h50

LIMA - Ollanta Humala, candidato à presidência do Peru, disse nesta quarta-feira, 13, que na disputa do segundo turno, no próximo dia 5 de junho, com a rival Keiko Fujimori, estará em jogo "o tipo de democracia" que os peruanos querem. As declarações de Humala foram feitas ao canal RPP.

 

As palavras de Humala fizeram referência a outra declaração do candidato, feita anteriormente, sobre a rival. Ele disse, na cidade de Huancayo, que Keiko Fujimori "representa uma democracia com direitos fundamentais violados, com corrupção e violação sistemática dos direitos humanos". "Nossos adversários políticos são a democracia dos anos 90, não mudaram", disse Humala, em alusão ao ex-presidente Alberto Fujimori, pai de Keiko, atualmente preso condenado por abusos de direitos humanos.

 

O foco de Humala nos próximos dias deve ser a busca do apoio de outros candidatos. Ele disse que o momento é de "estender pontes a outros grupos políticos para estabelecer um diálogo e chegar a acordos que permitam colocar o país em seu rumo". Ele já se reuniu com Luis Castañeda, ex-prefeito de Lima e até então candidato presidencial.

 

Humala ainda deu boas vindas a um possível apoio do escritor peruano Mario Vargas Llosa, dizendo que seria algo muito positivo e que vê no respaldo do Nobel de Literatura "uma janela aberta para o diálogo". Na terça, Vargas Llosa disse que "não votaria nunca em Keiko Fujimori".

 

Até agora, 95,5% dos votos válidos já foram apurados no Peru. Humala tem 31,7%, enquanto Keiko Fujimori tem 23,5%. Pedro Pablo Kuczynski, o terceiro colocado, tem 18,5% dos votos.

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