REUTERS/Marina Depetris
REUTERS/Marina Depetris

Para impedir marido de viajar, mulher faz falsa ameaça de bomba; ela será investigada 

Menos de 24 horas após o ataque a uma igreja que matou um padre na Normandia, uma ameaça de bomba em um aeroporto na fronteira entre França e Genebra deixou as autoridades em alerta

O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2016 | 18h55

Menos de 24 horas após o ataque a uma igreja que matou um padre na Normandia, uma ameaça de bomba em um  aeroporto na fronteira entre França e Genebra deixou as autoridades em alerta. No entanto, logo em seguida, descobriu-se que se tratou de uma falsa ameaça de bomba: uma mulher quis evitar que seu marido entrasse a bordo de um avião em Genebra e admitiu ter dado o alarme falso. 

O episódio levou caos ao local e a promotoria de Genebra informou, em comunicado, a abertura de um caso criminal para investigar o caso. "Ela (mulher) disse que uma pessoa carregando uam bomba estaria no setor francês do aeroporto", informou o gabinete da promotoria.   

Autoridades suíças rastrearam o número até a cidade de Annecy, na França, a cerca de 45 quilômetros de Genebra, onde a polícia fez buscas em um endereço. "Eles descobriram uma mulher que admitiu ter feito a ligação e explicado que queria evitar que seu marido fosse embora", disse o comunicado, sem dar mais detalhes e sem identificar a mulher. Uma investigação também será feita na França. 

O episódio fez com que polícias francesa e suíça aumentassem significativamente a segurança no aeroporto internacional de Cointrin, em Genebra, que fica bem na fronteira. Policiais armados com metralhadoras patrulhavam o aeroporto, e veículos foram estacionados em rodovias de acesso para que a polícia pudesse averiguar documentos das pessoas, o que causou engarrafamento na região. 

As principais entradas do aeroporto foram fechadas. Passageiros tiveram de entrar no local por algumas poucas portas, fortemente vigiadas por seguranças armados que checavam suas identidades. Apesar dos atrasos, o aeroporto funciou normalmente. / REUTERS

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