Para inspetor da ONU, EUA são parte do problema nuclear

O chefe da agência atômica da ONU exigiu que as potências nucleares - incluindo os Estados Unidos - se esforcem mais para conter a proliferação de armas atômicas, sublinhando que compartilha o sentimento de "urgência" do presidente dos EUA, George W. Bush, sobre o mercado negro de material atômico. Mas Mohamed ElBaradei, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), aconselhou: "Devemos abandonar a impraticável noção de que é moralmente condenável que alguns países busquem armas de destruição em massa e moralmente aceitável que outros as tenham por questões de segurança - e procurem refinar suas capacidades e fazer planos para seu uso."Num artigo de opinião publicado pelo jornal The New York Times, ElBaradei pediu aos EUA e às outras potências nucleares conhecidas que abandonem suas armas atômicas, como parte de um esforço global para tornar impossível que o poderio bélico nuclear caia nas mas de terroristas.No artigo, ElBaradei sugere que Washington é parte do problema Diplomatas ligados à AIEA, que exigiram anonimato, consideraram que os EUA tratam a questão com dois pesos e duas medidas, permitindo que um grupo privilegiado disponha de armas nucleares enquanto o resto do mundo é colocado sob rígida contenção.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.