Jorge Saenz/AP
Jorge Saenz/AP

Para Insulza, da OEA, situação no Paraguai é 'delicada'

Secretário-geral faz parte da missão da Organização que chegou ao país no domingo

Agência Estado

02 de julho de 2012 | 14h42

SÃO PAULO - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Migual Insulza, declarou que não pode dizer que a situação no Paraguai é grave, mas afirmou que é delicada, informam jornais paraguaios. A missão da OEA chegou no domingo ao país para avaliar a situação após a deposição do ex-presidente Fernando Lugo.

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"Não me atreveria a dizer que (a situação) é grave. Diria que é delicada, pelo menos", afirmou Insulza. Segundo ele, o país vive um ambiente "tranquilo", sem "grandes alterações". O secretário-geral da OEA disse que não fará conclusões antes do final da missão, também composta por representantes permanentes na OEA provenientes do México, Haiti, Canadá, Estados Unidos e Honduras.

Insulza declarou também aos jornais paraguaios que a posição do organismo será conhecida assim que o relatório da missão for apresentado aos embaixadores dos países integrantes da OEA. "Minha missão é informativa", declarou ele ao jornal La Nacion.

Sobre a decisão da Unasul e do Mercosul de suspenderem o Paraguai, ele afirmou que "somos outro organismo. Buscamos manter uma boa coordenação com outras entidades, mas isso não significa que nossas decisões dependem das (medidas) tomadas por outros."

Nepotismo

De acordo com outro periódico paraguaio, o Ultima Hora, embora o novo presidente do Paraguai, Federico Franco, tenha prometido que não empregaria parentes e amigos na administração federal, ele nomeou Mirtha Vergara de Franco, sua cunhada, para o novo conselho da Itaipu Binacional. Além de Mirtha, Franco nomeou seu primo, Victor Rivarola, como novo ministro da Secretaria de Ação Social, diz o jornal.

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