Para Irã e Argentina, diálogo sobre Amia tem sido 'construtivo'

Negociação sobre ataque à Associação Mutual Israelita Argentina, em 1994, é criticada pela comunidade judaica

ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2013 | 02h05

O chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, classificou ontem de "muito construtiva" a reunião realizada na semana passada na Suíça com seu colega argentino, Héctor Timerman, para avançar o julgamento sobre o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994. "Esperamos que as conversas levem a um bom desenlace", disse. Em um tom similar, a chancelaria argentina anunciou que a reunião havia sido "produtiva". Esse foi o terceiro encontro realizado desde novembro entre os dois países a respeito do caso Amia.

Informações extraoficiais indicam que o governo argentino propôs que a investigação na Justiça fosse realizada em um terceiro país. No entanto, a ideia é rechaçada pela comunidade judaica argentina, que também rejeita as atuais negociações com o Irã. "A proposta iraniana é uma clara manobra de atraso (das investigações). Não devemos ser cúmplices ingênuos", afirmou o vice-presidente da Amia, José Scaliter. Outros representantes da comunidade judaica argentina, a maior da América Latina, também criticaram as reuniões sigilosas entre os dois países.

No ataque terrorista de 1994 morreram 85 pessoas. A Justiça argentina acusa diversos integrantes do governo do Irã de terem participado do atentado, ocorrido no centro de Buenos Aires. Nenhum responsável pelo ataque foi detido e condenado pela Justiça argentina.

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