Para Irã, sanções são uma "arma enferrujada"

O Ministério das Relações Exteriores do Irã qualificou neste domingo a ameaça de sanções internacionais como "uma arma enferrujada" e reiterou que Teerã não suspenderá seu programa de enriquecimento de urânio.Na sexta-feira, em Londres, representantes de seis potências nucleares engajados na busca por uma solução para a questão concordaram em discutir possíveis sanções contra o Irã.Entretanto, os representantes de Alemanha, China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia não chegaram a exigir que o Irã seja punido pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU)."Tanto as autoridades quanto o povo do Irã sempre viram as ameaças de sanções como uma arma enferrujada", ironizou Mohammad Ali Hosseini, porta-voz da chancelaria iraniana."Eles estão acostumados a ameaçar. Mas nós não aprovamos sanções", declarou Hosseini. Segundo ele, eventuais sanções prejudicariam os dois lados.Apesar de ter reiterado a posição iraniana de manter seu programa de enriquecimento de urânio, Hosseini assegurou que o Irã acredita que "as negociações são o melhor caminho".O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas.Os EUA acusam o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O governo iraniano nega e assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica.

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