Para Israel, comissão da ONU é pró-árabe

Israel acusou hoje o principal órgão de direitos humanos das Nações Unidas de tomar posição, apoiando os árabes, ao invés de promover o tão necessário diálogo que poderia trazer a paz para o Oriente Médio. "Neste momento parece que pode haver uma abertura para parar com a carnificina e o banho de sangue que já custou tantas vidas inocentes aos povos palestino e israelense", afirmou Michael Melchior, vice-ministro das Relações Exteriores de Israel. "É uma tragédia que esta comissão, que tem a tarefa de proteger os direitos e as liberdades humanas, está colocando-os sob risco, ao tomar partido, por causa da agenda política". Melchior, fazendo alusão às medidas encorajadas pelos EUA para diminuir as tensões entre palestinos e israelenses, disse à Comissão de Direitos Humanos da ONU, formada por 53 países, que o esforço de paz "precisa ser cultivado e a confiança construída". Javier Solana, chefe da política externa e das políticas de segurança da União Européia, sugeriu que Israel - assim como os palestinos - é culpado de violação de direitos humanos. "Ninguém é beneficiado com a matança de adolescentes e crianças inocentes nas ruas de Tel-Aviv ou de Ramallah", afirmou Solana. "A segurança de ninguém sai beneficiada com a demolição de casas e a ocupação de campos de refugiados. A democracia perde seus fundamentos com o desprezo e o desrespeito dos direitos humanos."

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