Para Israel, condições do plano saudita são inaceitáveis

O secretário do gabinete israelense,Gideon Saar, disse que a proposta de paz da Arábia Saudita, quepede que Israel se retire para suas fronteiras de 1967, é umacondição prévia inaceitável para o Estado judeu, embora ogabinete não tenha adotado nenhuma decisão formal na reuniãosemanal deeste domingo. O primeiro-ministro Ariel Sharon, sem comentar a proposta,disse apenas que gostaria de obter mais detalhes. O plano, proposto no mês passado pelo príncipe-herdeirosaudita Abdullah, durante entrevista a um jornal norte-americano prevê relações plenas, políticas, econômicas e culturais, entreos países árabes e Israel em troca da retirada do Estado judeude todas as terras árabes ocupadas na Guerra dos Seis Dias,travada em 1967. No passado, Sharon descartou repetidas vezes um retorno àsfronteiras de 1967, embora não tenha rejeitado formalmente oplano saudita. Depois da reunião de gabinete, Saar disse aos repórteres que aproposta saudita a respeito da retirada às linhas anteriores àguerra era inacietável como ponto de partida para asnegociações. "Em príncípio, não podereemos aceitar algo ditado antes dasnegociações", disse ele. "A fronteira em toda a área serádeterminada apenas por meio de negociação." O ministro das Relações Exteriores, Shimon Peres, e o ministroda Defesa de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, ambos do PartidoTrabalhista, de centro-esquerda, disseram que o plano sauditatem elementos positivos e deveria ser explorado. Mas os membrosde linha dura da coalizão de Sharon descartaram o plano. O governo israelense não indicou quando - ou se - adotará umaposição formal a respeito da proposta saudita.

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