Para Kevin Rudd é 'inevitável' que Austrália se torne república

Cúpula 2020 propõe eliminar a figura da rainha Elizabeth II como chefe de Estado

Efe

22 de abril de 2008 | 04h12

O primeiro-ministro da Austrália, o trabalhista Kevin Rudd, afirmou nesta terça-feira que é "inevitável" que o país se transforme no futuro em uma república, embora não seja uma prioridade imediata de seu governo.   Rudd respaldou assim a idéia mais polêmica da Cúpula 2020 em Camberra, na qual os participantes defenderam eliminar a figura da rainha Elizabeth II como chefe de Estado e realizar um plebiscito para escolher o tipo de república para a nação.   O governante australiano declarou que respeita a opinião dos monárquicos, "que certamente terão algo a dizer", mas ressaltou que "a chave é esta: a Austrália será uma república no século XXI". Por sua parte, o ministro de Relações Exteriores australiano, Stephen Smith, disse no último domingo que o advento da república ocorrerá com toda segurança, mas não durante o reinado de Elizabeth II, devido a sua grande popularidade.   Para o porta-voz dos conservadores, Alexander Downer, a cúpula só serviu para repetir a agenda do Partido Trabalhista. Ele lembrou que os australianos apoiaram mediante o plebiscito de 1999 continuar com a monarquia.   Rudd, cuja vitória eleitoral em dezembro acabou com 11 anos de governo conservador, convocou cientistas, empresários, sindicalistas, intelectuais, cidadãos e artistas, como os atores Cate Blanchett e Hugh Jackman, para comparecer à Cúpula 2020 e propor "novas idéias" para o país.   Elizabeth II é chefe de Estado dos 16 países da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth), entre os quais se contam Grã-Bretanha, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Jamaica, entre outros.

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