Para Kosovo, só 'poderes sobrenaturais' deterão independência

País continuará se consolidando como Estado moderno e irá colaborar com países como a Sérvia, diz premiê

Efe,

08 de outubro de 2008 | 16h33

O primeiro-ministro do Kosovo, Hashem Thaçi, assegurou nesta quarta-feira que só "poderes sobrenaturais", e não uma iniciativa sérvia, deterão a independência de seu país, após a Assembléia Geral da ONU aprovar que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) se pronuncie sobre o assunto. "A idéia é muito parecida às políticas anteriores que levaram a violência e a limpeza étnica ao Kosovo", assegurou Hashem em coletiva de imprensa. O premiê reagiu assim perante o apoio recebido pela solicitação de Belgrado para que o CIJ, em Haia, emita um relatório, que não seja vinculativo, sobre a legalidade da declaração unilateral de independência da ex-província sérvia. "Kosovo tomou a decisão legítima de se tornar Estado. O reconhecimento do mundo democrático contínua. Por isso, só poderes sobrenaturais podem deter a independência do Kosovo, e não uma iniciativa de Belgrado", disse. Segundo o primeiro-ministro, o governo "continuará consolidando um Estado moderno, integrado nas organizações euro-atlânticas e a disposição para cooperar estreitamente com seus países vizinhos, incluindo a Sérvia". Para ele, a resolução da ONU não terá efeito no processo de reconhecimento e agradeceu a Portugal por sua decisão de aceitar hoje a soberania da ex-província sérvia, a exemplo do que já haviam feito outros 47 países. Kosovo está sob administração da ONU desde 1999, enquanto a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tem desdobrados 16 mil soldados para garantir a segurança na região.

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