Para lembrar: Dissidência e ostracismo

O magnata russo Mikhail Khodorkovski caiu em desgraça há 10 anos ao desafiar o presidente Vladimir Putin financiando a oposição ao Kremlin. Além de ser preso, ele perdeu a petrolífera Yukos, a maior da Rússia.

O Estado de S. Paulo,

20 de dezembro de 2013 | 21h38

Como muitos outros empresários, ele fez fortuna nos anos das privatizações após o fim da URSS. Em 1999, o empresário legalizou as operações da Yukos, que se transformou na companhia mais transparente da Rússia.

O empresário nasceu em 1963, em Moscou, em uma família de engenheiros, e iniciou sua carreira empresarial em 1987, em pleno período da perestroika, fundando com alguns amigos uma empresa de compra e venda de computadores e, depois, de importação e exportação.

Em 1991, fundou o Menatep, um dos primeiros bancos privados da Rússia, que se expandiu rapidamente ao gerir fundos de indenização às vítimas de Chernobyl.

Khodorkovski multiplicou sua fortuna ao adquirir empresas estatais soviéticas recém-privatizadas. A Yukos custou US$ 360 milhões, em 1995 – nove anos depois, valia US$ 27 bilhões. Em outubro de 2003, antes das eleições parlamentares, ele foi preso quando estava em seu avião no aeroporto de Novosibirsk, na Sibéria. / EFE

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