AFP PHOTO / Joseph EID AND Maher AL MOUNES
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Para libertar Palmyra, Rússia lançou 2 mil ataques contra Estado Islâmico

Chefe do centro de operações do Estado-Maior russo disse que, durante a operação, ‘forças aéreas russas atingiram unicamente alvos terroristas’, sem causar danos à cidade histórica

O Estado de S. Paulo

31 de março de 2016 | 11h31

MOSCOU - Durante as operações na Síria, a aviação da Rússia realizou mais de 500 voos de combate e lançou cerca de 2 mil ataques contra as milícias do grupo Estado Islâmico durante a operação militar para libertar Palmyra, informou nesta quinta-feira, 31, o chefe do centro de operações do Estado-Maior russo, Serguei Rudskoi.

"Como resultado desses ataques, entre os dias 7 e 27 de março", acrescentou o general, "foram destruídas principalmente as fortificações e a artilharia" das milícias jihadistas no entorno da cidade síria libertada no domingo pelo Exército sírio com o apoio dos militares russos.

Rudskoi destacou que "no transcurso de toda a operação, as forças aéreas russas atingiram unicamente alvos terroristas", sem causar nenhum dano "ao patrimônio histórico de Palmyra".

Os conselheiros militares russos participaram de maneira direta do planejamento da operação para libertar Palmyra, tomada pelo Estado Islâmico em maio de 2015.

"No início de março, as milícias armadas tinham nos arredores de Palmyra mais de 4 mil combatentes, pelo menos 25 blindados, mais de 20 plataformas de lançamento de mísseis, mais de 40 morteiros e mais de 50 veículos 4x4", detalhou Rudskoi.

A libertação da cidade no centro do país árabe foi crucial não só para conservar seu patrimônio arquitetônico universal, mas também por sua posição estratégica, cruzamento de caminhos entre praticamente todas as regiões sírias e as principais jazidas de hidrocarbonetos.

"A perda de controle sobre territórios ricos em matérias-primas vai piorar a situação econômica e financeira dos terroristas e reduzirá suas possibilidades na hora de comprar armas, munição e veículos", finalizou Rudskoi. /EFE

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