Para Londres, revide será "calculado e inteligente"

O governo do Reino Unido apóia uma decisão serena dos Estados Unidos e de seus aliados em sua resposta aos ataques terroristas de terça-feira passada em Nova York e Washington, disse o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw. "Estamos determinados a que as decisões sejam tomadas de uma maneira serena, calculada e inteligente", afirmou o chanceler britânico, durante uma entrevista coletiva. "Houve gente, há cinco dias, que dizia: ´estamos preocupados que haja uma ação precipitada´. O presidente (norte-americano George W. Bush) tem demonstrado uma grande capacidade de homem de Estado, e as pessoas têm dele a certeza de que há decisões em ambos os lados do Atlântico, mas também de que há um sentido claro. Se vamos vencer esta guerra contra o terrorismo, tem que ser com base em uma análise muito, muito cuidadosa", afirmou Straw.De acordo com Straw, o Reino Unido concorda com os Estados Unidos sobre de quem é a responsabilidade pelos ataques. "Seis dias depois desta terrível catástrofe em Nova York, fica claro agora para nossa própria avaliação de inteligência que Osama bin Laden e sua organização são os principais suspeitos de cumplicidade e participação nisto", acusou Straw.O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, conversou hoje por telefone com o presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, cuja nação tem vínculos com o regime taleban do Afeganistão e poderia ser chave nos esforços internacionais para desmantelar a rede de Bin Laden. "Foi uma conversa boa e produtiva, e eles concordaram em manter contato", disse um porta-voz de Blair na condição de anonimato. Também hoje, cerca de 20.000 soldados do exército, marinha e força aérea da Grã-Bretanha se dirigiam a Omã para realizarem manobras militares já previstas, informou o porta-voz do Ministério da Defesa, Paul Sykes.

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