AFP PHOTO/JUAN BARRETO
AFP PHOTO/JUAN BARRETO

Para Maduro, tentativa da MUD de tirá-lo do poder é 'loucura'

Presidente minimizou medidas anunciadas pela coalizão opositora na quarta-feira e disse que não sairá do cargo porque representa 'o povo, a revolução'; ele também voltou a criticar Obama

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 09h35

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que noite de quarta-feira, 8, que as tentativas da coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) de tirá-lo do poder, seja por meio de um referendo revogatório ou de uma emenda constitucional para reduzir seu mandato "é uma loucura".

"Vocês não tirarão Maduro porque Maduro não é só Maduro, Maduro é o povo, é a revolução. Que parte disso não entenderam", ironizou o presidente, que disse ainda que os opositores podem anunciar "até cinco vias" - a MUD disse na quarta-feira que impulsionará três medidas -, que não conseguirão afastá-lo do cargo.

"Deixem a MUD com suas loucuras e suas obsessões. Com uma mão vamos pará-los e denunciá-los e com a outra continuaremos trabalhando", afirmou Maduro durante um ato no Palácio de Miraflores dentro das festividades do Dia Internacional da Mulher. "Se cruzarem a linha, encontrarão um povo com consciência clara e eu, na frente, enfrentando qualquer tentativa de desestabilizar nosso país."

EUA. Além das críticas aos opositores, o presidente também fez comentários negativos sobre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dizendo que ele "está deixando um legado perverso" ao prorrogar o decreto assinado em 2015 que declara o país caribenho "uma ameaça não usual e extraordinária". Maduro pediu que os venezuelanos respondam "nas ruas" ao presidente americano.

"Barack Obama está deixando um legado muito perverso, muito negativo sobre a América Latina e o Caribe, particularmente sobre a Venezuela", afirmou o presidente bolivariano. "Temos que responder nas ruas, com união, e eu me somarei a esse chamado."Para isso, Maduro informou que o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) realizará atividades de rechaço a partir de sábado, que durarão até 14 de abril, para enfatizar "a denúncia nacional e internacional" do caso.

Neste mês, Obama renovou o decreto assinado em março de 2015 com ordens executivas para ampliar as sanções a determinados funcionários do Executivo venezuelano, criticando as políticas adotadas pelo governo chavista. Na ocasião, o presidente americano argumentou que o país caribenho segue "perseguindo opositores políticos, restringindo a liberdade de imprensa, usando a violência e violando os direitos humanos". / COM EFE

Mais conteúdo sobre:
VenezuelaNicolás Maduro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.