Para ‘mãe de bruxo’, Escócia é da rainha

J.K. Rowling, autora de Harry Potter, doa 1 milhão de libras à campanha que combate a autonomia escocesa

O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2014 | 20h47

EDIMBURGO, ESCÓCIA - A autora mais vendida da Grã-Bretanha, J. K. Rowling, criadora de Harry Potter, doou 1 milhão de libras (US$ 1,68 milhão) para a campanha contra a independência escocesa. Na quarta-feira, 11, ela disse acreditar que a Escócia ficará melhor se mantendo como parte da Grã-Bretanha. Rowling é inglesa, mas vive na capital escocesa, Edimburgo há 21 anos. Em 18 de setembro, cerca de 4 milhões de eleitores decidirão se a Escócia deve encerrar seu laço de 307 anos com a Inglaterra.

A escritora, que tornou pública sua opinião sobre a independência pela primeira vez em 2012, disse estar preocupada com o impacto econômico para os habitantes da Escócia, caso o país consiga a independência.

“Quanto mais leio de diversas fontes imparciais, mais chego à conclusão de que, embora a independência possa nos dar oportunidades - levando-se em conta que qualquer mudança traz oportunidades -, ela também carrega vários riscos”, escreveu Rowling em seu site.

A mensagem recebeu muitas críticas nas redes sociais. Mas políticos escoceses saíram em defesa da escritora. “As pessoas têm que poder se expressar livremente e sem medo”, declarou a trabalhista Margaret Curran. O nacionalista Alex Salmond disse que tanto os partidários da independência quanto Rowling “têm direito de expressar seu apoio sem receber ataques”.

Um porta-voz da campanha pela manutenção da união, denominada Melhor Juntos, confirmou que Rowling havia doado a quantia.

As últimas pesquisas indicam que a preferência pela união da Escócia à Grã-Bretanha tem ligeira vantagem sobre a campanha pela independência. Mas os partidários da separação têm mais fôlego, segundo analistas, em razão do maior apoio de empresas e celebridades à campanha, entre eles, o ator Sean Connery. / EFE e REUTERS

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