Para magnata, Rússia tenta ocultar culpa no caso Litvinenko

Boris Berezovski critica serviço secreto russo por investigação contra o MI-6

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

O magnata russo exilado em Londres Boris Berezovski afirmou que o processo aberto pelos serviços secretos russos contra o MI-6 britânico por suposta espionagem é uma tentativa de ocultar a responsabilidade do Kremlin no assassinato do ex-espião russo Alexander Litvinenko."No Ocidente, ninguém duvida de que o assassinato foi ordenado pelo Kremlin e pessoalmente pelo presidente Vladimir Putin", disse Berezovski em entrevista publicada hoje pelo principal jornal econômico russo, o Kommersant.Segundo Berezovski, os serviços secretos russos teriam prometido a Putin que a Justiça britânica jamais encontraria rastros do polônio-210, material radioativo utilizado para assassinar Litvinenko."E com razão, pois o polônio é um veneno ideal. Mas tudo deu errado. E agora, como querem que a Promotoria russa investigue o caso? Agora, inventam novos processos penais como uma operação para ocultar suas próprias pegadas", opinou o magnata.O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) anunciou ontem a abertura de um processo para investigar as denúncias do ex-agente russo Andrei Lugovoi. Ele é apontado pela Justiça britânica como suposto autor do assassinato, em Londres, do ex-espião Litvinenko.Numa entrevista coletiva em Moscou, em maio, Lugovoi negou participação no assassinato de Litvinenko. Ele afirmou ainda que Litvinenko, assim como Berezovski, trabalhava para os serviços secretos britânicos (MI-6), que também teriam tentado contratar os seus serviços.Em 28 de maio, Londres pediu a Moscou a extradição de Lugovoi. As autoridades russas, porém, declararam que a Constituição do país proíbe expressamente a extradição de seus cidadãos.

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