Para McCaffrey, Cuba não ameaça os EUA

Um general norte-americano da reservarevelou ter conversado durante 12 horas com Fidel Castro,encorajando-o a libertar 250 prisioneiros políticos que estão emprisões cubanas, num esforço para incentivar o diálogo com osEstados Unidos. Por ocasião de uma visita a Cuba, juntamente com o Centro deInformações sobre Defesa, o general Barry McCaffrey - atualmenteprofessor universitário - disse numa entrevista à imprensa queCuba não representa um risco militar para os Estados Unidos."Eles não representam nenhuma ameaça para os Estados Unidos",afirmou. O general disse ainda que, durante reuniões realizadas nosábado com autoridades cubanas, declarou que os Estados Unidostambém não representam um risco militar para Cuba. Revelouter-se encontrado também com o general Raúl Castro, irmão maisnovo de Fidel e ministro da Defesa. McCaffrey disse que apóia uma cooperação maior entre EstadosUnidos e Cuba em diversas áreas, como a proibição das drogas e aluta contra o terrorismo. "Não vejo absolutamente nenhuma prova de que os cubanosestejam facilitando de alguma forma o tráfico de drogas",afirmou o ex-diretor de política sobre entorpecentes da CasaBranca. "Na verdade, vejo boas provas do contrário. Acreditofirmemente que Cuba é uma ilha de resistência ao tráfico dedrogas." No passado, alguns grupos de exilados cubanos e membrosconservadores do Congresso acusaram a ilha comunista deenvolvimento no tráfico de entorpecentes. McCaffrey disse que também não acredita que Cuba seja umaameaça terrorista para os Estados Unidos, como insistem emafirmar alguns exilados cubanos. "Não acredito que eles estejamabrigando organizações terroristas", disse o general.

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