Para membros do partido, Abe diz que renuncia nesta quarta

Popularidade do primeiro-ministro japonês está baixa devido a escândalos envolvendo seu governo

Associated Press e Efe,

12 de setembro de 2007 | 02h01

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, cujo governo vem sofrendo com recorrentes escândalos e uma recente derrota eleitoral, disse para a cúpula do Partido Liberal Democrático que pretende renunciar, informa a imprensa japonesa. O canal de TV NHK disse que Abe fez o anúncio em um encontro pela manhã com líderes do partido, citando um alto membro do Partido Liberal Democrático sem identificá-lo. Outras redes de TV também veicularam reportagens semelhantes. Segundo a agência Efe, Taro Aso, secretário-geral do PLD, confirmou aos jornalistas japoneses que Shinzo Abe informou que renunciará nesta quarta-feira. O motivo é a falta de apoio para aprovar seus projetos no Parlamento. Shinzo Abe deverá participar de uma entrevista coletiva, anunciando publicamente a sua renúncia, após menos de um ano no cargo. Abe foi eleito como primeiro-ministro japonês no dia 26 de setembro. Ele substituiu o carismático Junichiro Koizumi, mas desde o primeiro momento seu mandato foi infestado de problemas, casos de corrupção e baixa popularidade. A situação piorou no dia 29 de julho, com a derrota de seu partido nas eleições para o Senado. O PLD ficou em minoria e o opositor Partido Democrático (PD) tomou o controle da casa.No domingo, 9, o primeiro-ministro avisou que renunciaria se não conseguisse prorrogar a missão das tropas japonesas no Afeganistão além do prazo estabelecido, que vai até 1 de novembro. O PD se opôs à extensão. O líder da oposição, Ichiro Ozawa, voltou a rejeitar a proposta na terça-feira.As unidades navais das Forças de Autodefesa do Japão se encontram em águas do Oceano Índico para garantir a assistência logística aos Estados Unidos e seus aliados na área desde 2001. A missão, que começou por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York, foi prorrogada 11 vezes sob a Lei Especial de Medidas Antiterroristas, que expira dia 1 de novembro.

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