Para Mercosul, só CS da ONU pode autorizar uso da força

Os países do Mercosul concordaram que só o Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas pode autorizar o uso da força no Iraque. Uma reunião em Santiago, Chile, dos dirigentes de política exterior da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai referendou o acordo obtido na semana anterior em Montevidéu, Uruguai, pelos chanceleres do bloco e dos dois países a ele associados, no sentido de reconhecer que o Conselho "é o único órgão com legitimidade para autorizar o uso da força", disse o delegado paraguaio, Federico González. "Acreditamos que ainda não se esgotaram todas as vias, e que vai depender muitíssimo do que o Iraque vá fazer nos próximos dias", acrescentou, ao informar sobre a reunião. O encontro na capital chilena, convocado para analisar a crise no Iraque, expressou apoio à posição apresentada na quarta-feira passada perante o CS pelo Chile, que é membro não-permanente do organismo, segundo o delegado chileno Carlos Portales. A chanceler chilena, Soledad Alvear, defendeu perante o Conselho que se fixasse um "prazo limitado" para que o trabalho dos inspetores de armas da ONU no Iraque prossiga, e reiterou também que o uso da força é uma decisão que só pode ser adotada pelo CS. Portales disse que na reunião "encontramos coincidência nos princípios... um grande respeito moral, no sentido da confiança que foi expressada através da atuação do Chile" perante o Conselho de Segurança da ONU.O governo chileno opina também que o governo de Saddam Hussein deve facilitar o trabalho dos especialistas e pôr fim a suas armas de destruição em massa.O delegado paraguaio González reiterou que continua vigente o acordo acertado entre os chanceleres em Montevidéu, na quarta-feira da semana passada, no qual repudiaram o terrorismo, as armas de destruição em massa e apoiaram o CS.Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai são membros plenos do Mercosul, e Bolívia e Chile são membros associados.

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