Para ministro paraguaio, EPP não está envolvido

O secretário Nacional Anti-Drogas (Senad) do Paraguai, ministro Cesar Aquino, afastou ontem a possibilidade de o atentado ao senador Robert Acevedo ter sido cometido pelo pequeno grupo guerrilheiro Exército Popular Paraguaio (EPP). Segundo Aquino, o EPP atua no norte do país, enquanto o atentado aconteceu em Pedro Juan Caballero, região leste, vizinha à cidade brasileira de Ponta Porã (MS). Aquino está no Rio de Janeiro para a 27.ª Conferência Internacional de Combate às Drogas.

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

Acevedo foi governador do Departamento de Amabai, região dominada por traficantes brasileiros, como Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que tem ali uma fazenda. Apesar de Acevedo ter tido grandes atritos com os traficantes, o secretário Anti-Drogas considerou prematuro afirmar que o atentado foi praticado por esses criminosos. "O serviço de inteligência da Senad está investigando o caso por ordem do presidente Fernando Lugo", disse Aquino.

Segundo ele, há ligações dos criminosos paraguaios com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 28 de dezembro, a Senad prendeu o brasileiro Jarvis Ximenes Pavão e outros cinco membros de sua quadrilha, além de Antonio Caballero, que é apontado como chefe do PCC nas cidades vizinhas de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

De acordo com Aquino, no início de fevereiro houve uma apreensão de 500 quilos de cocaína. Pelo que a Senad apurou, a droga seria encaminhada para o PCC.

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