Para Morales, contratos do setor petrolífero serão aprovados

O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou nesta terça-feira, 6, em Tóquio convencido de que o Congresso de seu país aprovará, "pelo bem do povo", os contratos com as multinacionais do setor petrolífero apesar de alguns "problemas de forma".Segundo informou na segunda-feira, 5, a Câmara dos Deputados boliviana, será preciso estudar um projeto de lei que emende vários erros nos 44 contratos assinados pela Bolívia com a Petrobras e outras 11 empresas em outubro de 2006.Em entrevista à Efe no início de sua visita oficial ao Japão, Morales admitiu nesta terça-feira que "houve alguns problemas de forma e algumas emendas" aos contratos. Mas não se trata de "um problema de fundo", garantiu.O presidente boliviano expressou além disso sua confiança em ver o Congresso nacional resolver o problema "o mais rápido possível", previsivelmente esta semana.Ele reconheceu além disso que "no Senado há oposição", mas acrescentou que "sob o sentimento do povo", tudo será resolvido."Pessoalmente vou pedir aos líderes de bancada que aprovem os contratos, porque são para o bem do povo. Antes os contratos nunca chegavam ao Congresso, ninguém sabia deles mas eram aplicados. Agora que são públicos, o que houve foi um problema de forma", comentou Evo Morales.A estatal YPFB revelou os primeiros erros nas leis em fevereiro, o que impediu o avanço da nacionalização do setor petrolífero.Sobre sua decisão de nacionalizar os hidrocarbonetos, o presidente boliviano disse também na entrevista à Efe que "é um recurso do Estado e o povo tem que ser beneficiado"."Seria um erro expropriarmos quem investiu e negar o direito a recuperar os investimentos. Qualquer investidor tem direito de lucrar", afirmou o presidente boliviano.Evo Morales chegou na noite de segunda-feira a Tóquio. Ele deve se reunir nesta terça-feira com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e com o ministro de Relações Exteriores, Taro Aso.

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