Para Moscou, clima hostil e ameaças prejudicam diálogo

Na véspera da reunião para discutir o programa nuclear do Irã, a Rússia alertou os Estados Unidos para que não prejudicassem as negociações com ameaças de novas sanções aos iranianos. "As sanções unilaterais são prejudiciais e contraproducentes para se chegar a uma solução conjunta", disse o chanceler russo, Sergei Lavrov

Jonathan Tirone e Benjamin Harvey, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2011 | 00h00

Segundo analistas e diplomatas envolvidos nas negociações, os países devem pressionar o Irã a acabar com as preocupações com relação a seu programa nuclear. O governo iraniano deve tentar incluir na reunião questões de segurança regional. "Isso se tornou um braço de ferro", afirmou Paul Ingram, diretor executivo do British American Security Information Council, grupo de consultoria política com sede em Londres. "Parte do desafio iraniano é resultado das respostas que o país tem dado ao que considera ser um ambiente estrategicamente hostil criado pelos EUA e seus e aliados", afirmou.

Teerã acusou agentes israelenses e americanos de assassinarem um cientista nuclear num atentado em novembro. De acordo com um relatório do Instituto de Ciência e Segurança Internacional, o programa nuclear também pode ter sofrido um ataque virtual para danificar as máquinas de enriquecimento de urânio. "Um inimigo que mata nossos cientistas não terá nenhum escrúpulo em corromper a internet", disse o chefe da delegação negociadora do Irã, Said Jalili à revista alemã Der Spiegel.

Nas discussões de ontem, "o ponto mais importante não é o que está na agenda, mas que as duas partes sintam que pode haver um clima em que o diálogo é possível", disse Kayhan Barzegar, diretor de assuntos internacionais do Centro de Estudos Estratégicos do Oriente Médio. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

SÃO JORNALISTAS DA "BLOOMBERG"

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