Para negociar, Evo pára discussão de reforma constitucional

Governo e oposição dão início as negociações para fim de conflitos nesta quinta-feira em Cochabamba

AE, Agencia Estado

18 de setembro de 2008 | 08h21

Em uma das principais concessões do presidente boliviano, Evo Morales, para avançar no diálogo com a oposição e tentar pacificar o país, o acordo firmado na terça-feira prevê a suspensão por um mês da tramitação do projeto para convocar o referendo constitucional, inicialmente marcado para dezembro. Veja também: Ouça a entrevista com o prof. José Alexandre Hage  Governo e oposição boliviana assinam trégua Bolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analista Bolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Entenda o que é a Unasul  Enviada especial fala sobre trégua na Bolívia  Enviada do 'Estado' mostra fim dos bloqueios Imagens das manifestações   Evo tentou antecipar o início das conversações com a oposição para ontem, em Cochabamba. Mas, por causa da suspensão de vários vôos que partiriam de Tarija, Santa Cruz e Beni, os governadores da oposição não conseguiram chegar à cidade. As conversas devem acontecer hoje.     O presidente afirmou que decidiu adiantar as negociações porque pretende chegar a um acordo antes dos 30 dias estabelecidos pelo pacto preliminar firmado na terça-feira. Acompanham o processo, como observadores, a União das Nações Sul-Americana (Unasul), a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Igreja Católica, a União Européia e a ONU. Ainda segundo o documento, as partes discutirão na reunião a restituição do Imposto Direto de Hidrocarbonetos (IDH - sobre gás e petróleo), uma das principais reivindicações dos opositores. Além disso, serão debatidos os temas das autonomias regionais - exigidas pelos Departamentos (Estados) de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.O pré-acordo estabelece como condição para o diálogo a desocupação das instituições públicas tomadas durante as manifestações na semana passada. Ontem mesmo, o governo boliviano retomou o controle pleno da rede de gasodutos, afirmando que espera duplicar a distribuição de gás natural para a Argentina a partir de amanhã. No entanto, as exportações para o Brasil devem voltar ao fluxo normal apenas após a reparação de um duto danificado pelos protestos na região do Chaco - o prazo para a normalização é de uma semana.

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