Richard Drew/AP
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Para Netanyahu, Estado Palestino deve se legitimar fora da ONU

Premiê israelense diz que palestinos devem negociar a paz antes de buscar reconhecimento

Agência Estado

23 Setembro 2011 | 16h41

NOVA YORK - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta sexta-feira, 23, que estende a mão ao povo palestino, mas que a paz não será alcançada unicamente por meio uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu discurso na Assembleia-Geral do órgão, o premiê ainda enfatizou que era hora de os palestinos reconhecerem que "Israel é o Estado judeu".

 

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"Eu estendo minha mão para o povo palestino", disse ele logo após o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, solicitar formalmente ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o ingresso da Palestina como membro pleno da entidade, a despeito das objeções de Israel e dos Estados Unidos. "A verdade é que Israel quer a paz, a verdade é que eu quero a paz", disse Netanyahu.

 

"Não podemos alcançar a paz através de resoluções da ONU. Os palestinos devem primeiro fazer a paz com Israel e, em seguida, obter o seu (próprio) Estado", afirmou. Caso se alcance tal paz, disse o primeiro-ministro, "Israel não será o último Estado a acolher um Estado palestino nas Nações Unidas. Seremos o primeiro".

 

Ele também pediu a Abbas que as negociações de paz com os palestinos comecem sem demora, ainda em Nova York. Os entendimentos diretos entre israelenses e palestinos acabaram há um ano. À época, os palestinos se retiraram das rodadas de acordos depois que Israel se recusou a estender uma moratória sobre novos assentamentos de judeus na Cisjordânia.

 

Netanyahu fez um a Abbas para que os dois tenham uma reunião ainda nesta sexta e discutam o processo de paz no Oriente Médio. "Eu não posso fazer a paz sozinho. Não posso fazer a paz sem você", disse. "Ambos somos filhos de Abraão. Nosso destinos estão interligados", afirmou o premiê de Israel.

 

Abbas deverá partir de Nova York na noite desta sexta-feira e deixar a ONU analisar o pedido de adesão. A petição da AP será analisada pelo Conselho de Segurança na segunda-feira. As informações são da Dow Jones.

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