Jason Zsenes/EFE
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Para Obama, atos pacíficos ajudam a combater racismo

Em meio à tensão nos EUA, presidente defende manifestações sem violência; 160 ativistas são presos na Califórnia

WASHINGTON , O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2014 | 02h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu a importância de protestos pacíficos, dizendo que são necessários para ajudar a promover mudanças sociais. Os comentários foram feitos durante uma entrevista na noite de segunda-feira à BET, emissora de TV voltada para o público negro.

"Desde que sejam pacíficos, (os protestos) são necessários", disse Obama. "Quando se tornam violentos, passam a ser contraproducentes."

Obama afirmou ter se encontrado na Casa Branca com alguns dos organizadores das manifestações. "A consciência de um país, às vezes, tem de ser formada por alguns inconvenientes, porque várias pessoas que viram o vídeo de Eric Garner estão incomodadas, mesmo sem ter tido a mesma experiência. Mesmo que não sejam negros ou latinos."

Os protestos continuaram intensos no norte da Califórnia pela terceira noite seguida. Partindo novamente da cidade de Berkeley, região metropolitana de São Francisco, um grupo de manifestantes bloqueou uma grande rodovia. Outro interrompeu uma linha de trem da companhia Amtrak, obrigando os passageiros a saírem dos vagões. Segundo a polícia, cerca de 160 pessoas foram presas.

A morte por sufocamento de Eric Garner, após sofrer uma gravata de um policial, e os tiros levados por Michael Brown em Ferguson, no Missouri, ressaltaram as tensas relações entre a polícia e a comunidade negra dos EUA, e reacenderam um debate nacional sobre a questão racial nos EUA.

Ainda na noite de segunda-feira, astros do basquete em Nova York se juntaram aos protestos. LeBron James, do Cleveland Cavaliers, e outros jogadores vestiram camisetas com as últimas palavras de Garner, "Eu não consigo respirar", no aquecimento do jogo no Barclays Center, no Brooklyn, contra o Brooklyn Nets. / REUTERS e AP

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