Larry Downing/Reuters
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Para Obama, morte de Bin Laden deve levar à reflexão

Presidente negou que Casa Branca esteja usando o fato para 'comemoração excessiva'

AE, Agência Estado

30 de abril de 2012 | 18h12

WASHINGTON - O presidente Barack Obama descreveu, nesta segunda-feira, 30, o aniversário da morte de Osama bin Laden como uma época para reflexão e negou as acusações de que a Casa Branca está usando o fato para uma "celebração excessiva".

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Durante coletiva de imprensa com o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, Obama questionou se seu rival republicano Mitt Romney teria tomado a mesma decisão de atacar o líder da Al-Qaeda. Sem mencionar Romney pelo nome, Obama recomendou uma análise sobre declarações anteriores de algumas pessoas sobre a questão.

A equipe de campanha de Obama encontrou uma fala de Romney de 2007 na qual ele diz que não vale a pena mover céus e terras para perseguir uma pessoa. Nesta segunda-feira, Romney afirmou que "obviamente" teria ordenado a morte de Bin Laden.

Na coletiva de imprensa, Obama disse "eu afirmei que iria em busca de Bin Laden se tivéssemos um chance clara de acertá-lo. Se há outros que disseram uma coisa e agora dizem que fariam outra, eu vou em frente e deixo que elas se expliquem."

Obama anuncia o aniversário da morte de Bin Laden num especial da emissora de televisão NBC que irá ao ar na quarta-feira. O programa inclui uma entrevista com os integrantes da Sala de Situação da Casa Branca, onde o presidente e auxiliares assistiram aos ataque ao complexo de Bin Laden.

Sua campanha também atraiu a atenção para a morte de Bin Laden num vídeo que mostra o ex-presidente Bill Clinton aplaudindo a decisão de Obama de buscar Bin Laden no Paquistão.

Obama rejeitou a acusação de que a data será excessivamente celebrada, afirmando que "o povo americano se lembra do que nós, como um país, conquistamos ao levar à Justiça alguém que matou 3 mil de nossos cidadãos", numa referência aos ataques de 11 de setembro de 2001.

As informações são da Associated Press.

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