REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
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Para representante da Venezuela na OEA, Maduro será incapaz de interromper referendo

Embaixador do país na Organização dos Estados Americanos, Bernardo Álvarez, disse que pedido está em processo de análise

Cláudia Trevisan, correspondente, Washington, O Estado de S. Paulo

26 Maio 2016 | 11h47

WASHINGTON - O governo de Nicolás Maduro não tem como interromper o referendo revogatório proposto pela oposição venezuelana, disse na manhã desta quinta-feira, 26, o embaixador do país na Organização dos Estados Americanos (OEA), Bernardo Álvarez. Segundo ele, a questão é saber se a consulta será feita antes ou depois de dezembro.

O representante de Caracas disse que há “processo” de análise do pedido, que deve ser concluído pelo Conselho Nacional Eleitoral. A diferença de datas tem impacto político. Se o referendo for feito neste ano, haverá novas eleições para definir o sucessor de Maduro. Caso ocorra em 2017, o vice-presidente assumirá o cargo e governará até 2018, quando terminaria o mandato do presidente.

“Há um processo em análise no Conselho Eleitoral. Quando o processo for concluído, haverá o referendo”, declarou o embaixador durante evento no Inter-American Dialogue, em Washington. “Pode ser antes ou depois de dezembro.”

A oposição defende que a consulta para revogar o mandato de Madura seja feita antes de dezembro. Essa é também a posição do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. “Há uma responsabilidade do governo da Venezuela de levar adiante o (referendo) revogatório no prazo estipulado, que é antes de dezembro deste ano”, disse Almagro na semana passada. “Caso contrário, seria afetada a possibilidade de a população se manifestar.” Para ele, isso seria um ato de “corrupção política”.

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