Para OEA, situação da Bolívia é 'especialmente preocupante'

Organização diz que temas em debate possuem estreita relação com o fortalecimento da democracia

Nelson Bocanegra, da Reuters,

02 de junho de 2008 | 11h10

A situação política da Bolívia, onde neste domingo, 1, dois departamentos aprovaram por meio de referendos uma maior autonomia, revela-se "especialmente" preocupante, afirmou José Miguel Insulza, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).   Veja também: Mais dois Estados optam por autonomia na BolíviaO presidente boliviano, Evo Morales, classificou as consultas populares de ilegais, argumentando que o verdadeiro propósito dessas manobras é tirá-lo do poder e que esses processos favorecem os empresários do setor agropecuário e os latifundiários. "O caso da Bolívia nos preocupa especialmente porque os temas em debate possuem uma estreita relação com a conservação e o fortalecimento da democracia, bem como com a preservação da unidade nacional", afirmou Insulza, ao abrir a Assembléia Geral da OEA, em Medellín. "A fim de solucionar a crise torna-se indispensável respeitar os interesses legítimos da maioria nacional manifestada nesse governo e harmonizá-los com os interesses igualmente válidos das entidades regionais da Bolívia que buscam maior autonomia", acrescentou. O chefe da OEA disse que entidade enviará observadores para acompanhar os referendos de confirmação de mandato a serem realizados no dia 10 de agosto.

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