Para ONU, combate ao ópio prejudica terroristas afegãos

Os esforços internacionais para desencorajar os agricultores afegãos de plantar papoula - uma suposta fonte de recursos para a rede terrorista de Osama bin Laden - estão funcionando, afirmou hoje o diretor-executivo da Agência para o Controle de Drogas e Prevenção de Crimes da ONU, Pino Arlacchi.Segundo o czar anti-crimes das Nações Unidas, programas para evitar que os camponeses cultivem outras plantações no lugar da papoula - de onde se extrai o ópio, que por sua vez é usado para a fabricação de heroína - estão secando a fonte de dinheiro dos terroristas. "Isto (o programa) reduzirá drasticamente o movimento de heroína do Afeganistão para o Ocidente", afirmou Arlacchi.Até o ano passado, o Afeganistão era o primeiro produtor mundial de ópio, com uma produção anual de 4.000 toneladas - três quartos do consumo global. Este ano, no entanto, não há sinais de novas plantações de papoula.Especialistas acreditam que ainda há cerca de 100 toneladas de ópio armazenadas no Afeganistão. "Mas os estoques não duram para sempre, se não houver novas plantações, teremos um efeito dramático no mercado mundial", afirmou Arlacchi. Nos últimos tempos, o preço mundial do quilo da droga subiu de US$ 30 a US$ 600.

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