EFE/Evan Schneider
EFE/Evan Schneider

Para ONU, mundo está próximo de situação semelhante à Guerra Fria

António Guterres disse que antes havia duas grandes potências - EUA e URSS -, que controlavam duas áreas do globo; hoje, ‘há muitos atores’ com ‘papéis importantes em muitos dos conflitos’

O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 15h31

NAÇÕES UNIDAS - O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta quinta-feira, 29, que está "muito preocupado" com o recente anúncio sobre a expulsão de diplomatas russos dos EUA e afirmou que situação é similar à Guerra Fria.

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Os EUA anunciaram na segunda-feira a expulsão de 60 diplomatas russos em resposta ao envenenamento do ex-espião Serguei Skripal. O Kremlin, por sua vez, anunciou nesta tarde a expulsão de 60 representantes americanos da Rússia como represália e decidiu fechar o consulado americano em São Petersburgo. 

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Em breves declarações a jornalistas, Guterres afirmou que estava "realmente muito preocupado" com o anúncio da expulsão dos diplomatas russos credenciados na ONU. Ele também ressaltou que, "em grande medida", o mundo está vivendo uma situação similar à da Guerra Fria, mas com algumas diferenças.

Uma delas, acrescentou o secretário-geral, é que naquela época havia duas grandes potências, em alusão a EUA e União Soviética (URSS), que controlavam duas áreas no mundo todo. Hoje, por outro lado, "há muitos outros atores que são relativamente independentes, com papéis importantes em muitos dos conflitos" que o mundo está vivendo.

Guterres afirmou que durante a Guerra Fria havia "mecanismos de comunicação e controle" para evitar uma escalada de tensões. "Esses mecanismos foram desmantelados porque as pessoas pensaram que a Guerra Fria tinha acabado e não havia mais razão para este tipo de precaução.”

O secretário-geral da ONU disse ainda que as precauções deveriam ser resgatadas para que haja uma "comunicação efetiva" entre as principais potências mundiais, com o objetivo de prevenir uma escalada nas tensões.

Os diplomatas americanos foram declarados "persona non grata" e terão até 5 de abril para deixar a Rússia, segundo o Ministério de Relações Exteriores do país. / EFE

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