Para oposição, ilha deve ter sua identidade

A disputa presidencial contrapõe duas visões distintas da identidade dos 23 milhões de moradores da ilha. O Partido Democrático Progressista (PDP) defende um a identidade taiwanesa distinta da chinesa, enquanto o Kuomintang acentua os laços históricos com o continente.

TAIPÉ, TAIWAN , O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2012 | 03h04

A narrativa histórica de Taiwan construída nas quase seis décadas de governo nacionalista se confunde com a história da China, a ponto de a data nacional do território ser celebrada no dia da queda da dinastia Qing, a última do longo império chinês.

Em 2011, a República da China, nome oficial da ilha, celebrou 100 anos no dia 10 de outubro, data que marca a revolução republicana ocorrida em 1911 do outro lado do Estreito de Taiwan. Há um século, a ilha era uma colônia japonesa e só passou a fazer parte da República da China em 1945, quanto o Japão perdeu a Segunda Guerra e devolveu à China os territórios que havia ocupado desde o fim do século 19.

Com a vitória dos comunistas na guerra civil e a criação da República Popular da China em 1949, os nacionalistas derrotados fugiram para Taiwan, onde instalaram a nova sede da República da China sob o comando de Chiang Kai-shek. "O povo de Taiwan tem que encarar a realidade. A China está ascendendo e nessa situação a independência é impossível", afirma a professora da Universidade Nacional de Taiwan, Zhang Liuzheng, simpatizante do Kuomintang. "Nós temos um território e uma população pequena e a China é grande e todo o mundo está com medo dela", diz Julie Hon, funcionária púbica que vota em Ma Ying-jeou. / C.T.

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