Para Otan, Estado Islâmico chega perto do genocídio

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, apoiou fortemente a missão coordenada pelos EUA contra o grupo extremista Estado Islâmico nesta segunda-feira. Ele afirmou que o grupo comete "atrocidades horríveis" e que as ações chegam "muito perto do genocídio."

Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2014 | 16h33

A Otan tem atuação reduzida na operação e nem todos os membros da aliança estão incluídos, especialmente devido à exaustão em relação a guerras em diversos países.

De acordo com Rasmussen, o Estado Islâmico é uma ameaça não só porque seus militantes podem voltar a realizar operações terroristas nos países ocidentais, mas também porque a instabilidade do Oriente Médio por si só é perigosa para membros da Otan.

A aliança não planeja ter um papel de liderança na operação contra o Estado Islâmico delineada pelo presidente americano Barack Obama, em parte devido à dificuldade de chegar a um consenso entre os 28 membros. A Otan, contudo, pode ajudar a treinar o exército iraquiano, facilitar o compartilhamento de inteligência sobre militantes do Estado Islâmico e ajudar a coordenar atividades nos países que têm um papel mais ativo na operação.

Sobre a Rússia, Rasmussen afirmou que o país tem "esmagado todas as regras e compromissos que mantiveram a paz na Europa e em outros lugares desde o fim da Guerra Fria", mas disse que o país é capaz de negociar com o Ocidente se quiser, enquanto o diálogo com o Estado Islâmico está fora do alcance.

Rasmussen deixa o comando da Otan no fim do mês. Ele será substituído pelo ex-primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, escolhido pelos membros da aliança em parte por sua longa experiência em negociações com a Rússia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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