Para paquistaneses, governo está envolvido na morte de Bhutto

Líder da oposição e ex-primeira ministra, ela foi morta em ataque que envolveu tiros e uma bomba suicida

AP

13 de janeiro de 2008 | 16h39

Quase metade dos paquistaneses suspeitam que as agências do governo ou políticos ligados ao governo estão por trás do assassinato de Benazir Bhutto, de acordo com uma pesquisa de opinião, evidenciando a falta de confiança popular no governo do Paquistão, antes das eleições que serão realizadas em fevereiro. Bhutto, líder da oposição e ex-primeira ministra, foi morta em ataque que envolveu tiros e uma bomba suicida, em 27 de dezembro. Veja Também: A trajetória de Benazir Bhutto  O governo do presidente Pervez Musharraf culpou extremistas islâmicos pelo crime, que já haviam ameaçado matar Bhutto, que era uma política popular nos Estados Unidos e em outros países ocidentais por sua oposição à linha dura islâmica. Porém, a família de Bhutto já fez alegações de que elementos dentro do governo de Musharraf estariam envolvidos. Musharraf negou as acusações.   A pesquisa de opinião, feita pela Gallup do Paquistão, mostra que 23% dos paquistaneses suspeitam que as agências do governo estão envolvidas na morte de Benazir enquanto 25% acreditam que políticos aliados ao governo de Musharraf estão por trás do assassinato. Apenas 17% suspeitam da Al-Qaeda ou do Talebã. O levantamento foi realizado em todo o país e entrevistou 1.300 pessoas.

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