Para Paulo Coelho, proibição de livros é retaliação de Teerã

Um dia após informar que seus livros estão proibidos de circular no Irã, o escritor Paulo Coelho ainda aguarda a revogação da medida. "Espero que cedo ou tarde a República Islâmica do Irã reconsidere (ou até mesmo negue) a proibição", disse. Coelho foi notificado no domingo, pelo editor iraniano Arash Hejazi, que o Ministério da Cultura e Diretrizes Islâmicas proibira a edição de seus livros no país. "Acho que essa decisão arbitrária foi tomada por um funcionário, e não pelo governo. Não faz sentido proibir livros que há 12 anos são publicados no país." Coelho crê que se trata de uma retaliação pela ajuda que deu a Hejazi para que ele deixasse o Irã - hoje, ele vive exilado em Londres. Hejazi socorreu a jovem Neda Agha Soltan, assassinada nos protestos contra as eleições presidenciais de 2009. Em Buenos Aires, o chanceler Antonio Patriota indicou que o caso está sendo analisado pelo Itamaraty: "Estamos em contato com nossa embaixada em Teerã para apurar a natureza da medida tomada." / UBIRATAN BRASIL. COLABOROU ARIEL PALACIOS

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