Para pesquisas, primeiro-ministro perderá maioria no Senado

Eleição parlamentar no Japão, que acontece neste domingo, é vista como grande teste para Shinzo Abe

Efe

29 Julho 2007 | 12h55

As redes de TV japonesas prevêem que acoalizão governista, liderada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe, sofrerá, neste domingo, 29,  um duro golpe nas eleições para o Senado, na quaispoderia perder até a metade das cadeiras que tinha.  As pesquisas de boca-de-urna de diversas emissoras indicam que oPartido Liberal-Democrata (PLD) e seu aliado, o Novo Komeito, conseguirão entre 34 e 55 cadeiras das 121 em aberto. O número é muito abaixo das 76 que a coalizão tinha até agora e também está longe das 64 de que precisava para manter a maioria. Já a principal força opositora no Japão, o Partido Democrático (PD), deve conseguir a maioria no Senado e, pela primeira vez desdea formação da legenda, fundada em 1955, superar o PLD no total de cadeiras, segundo as redes de televisão e a agência local "Kyodo". O minoritário Novo Partido dos Cidadãos (NPC), que apresentou como candidato a senador o ex-presidente peruano Alberto Fujimori,não aparece por enquanto nas pesquisas, mas as redes de televisão afirmam que ainda há cadeiras não-preenchidas. De acordo com a rede pública de televisão "NHK", o PD deve conquistar entre 55 e 65 cadeiras e vencer em Tóquio, enquanto acoalizão governista pode conseguir eleger de 39 a 55 senadores. Outras emissoras, como a privada "TBS", atribuem ao grupo de Abe apenas 34 cadeiras, frente às 64 que o seu grupo político tinha atéagora. Já o PD pode conseguir 59 assentos, contra 32 que tinha até estas eleições. A "Nippon TV", por sua vez, prevê que o partido governista conseguirá 38 cadeiras. O Japão realizou eleições neste domingo para renovar metade do Senado, uma instituição que, embora de menor importância que a Câmara deDeputados, é determinante para garantir a governabilidade do Executivo e a aprovação das lei mais relevantes. Desde sua criação, em 1955, o PLD tem sido o partido com mais cadeiras no Senado, embora, em 1998, tenha perdido a maioriatemporariamente.

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