Para premiê dinamarquês, protestos ao redor do mundo são "crise global"

O primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, chamou os protestos contra a publicação de charges do profeta Maomé pela imprensa européia de "crise global". Os desenhos foram veiculados pela primeira vez pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em setembro do ano passado. "O que estamos vendo agora é uma crescente crise global", disse o primeiro-ministro em uma conferência de imprensa nesta terça-feira. "Eu peço calma e estabilidade", acrescentou.Rasmussen disse que seu país não irá mudar sua estratégia para responder ao espiral de tensão. "Na Dinamarca nós temos uma longa tradição de resolver esse tipo de questão pelo diálogo e é isso o que o governo fará", informou Rasmussen. "Nós temos que olhar para frente e todos devem contribuir para que haja uma solução".Para os manifestantes muçulmanos - que já atearam fogo às embaixadas dinamarquesas na Síria e no Líbano e que encabeçam protestos em outros lugares - o governo deve se desculpar pelos desenhos."É uma situação muito desagradável para os dinamarqueses, nós não estamos acostumados a isso", disse Rasmussen, que reiterou que cultura de imprensa livre na Dinamarca impede que o governo se desculpe pelo que um jornal independente faz. O jornal já se desculpou pela ofensa aos muçulmanos, mas defendeu a publicação dos desenhos como um legítimo exercício de liberdade de expressão."Nós pedimos para que os muçulmanos ao redor do mundo olhem além das manchetes e da retórica", disse o chanceler do país, Per Stig Moeller, durante a mesma coletiva.Algumas horas mais cedo o chanceler havia informado que a embaixada dinamarquesa em Jacarta, na Indonésia, ficaria temporariamente fechada devido às ameaças de ataques.

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