REUTERS/Eric Feferberg/Pool
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Para premiê francês, atentado em Nice mostra que país vive situação de ‘guerra’

Manuel Valls garantiu que não se desestabilizará ou cederá perante os terroristas

O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2016 | 12h08

PARIS - O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, afirmou nesta sexta-feira, 15, que o "ato terrorista" de quinta-feira à noite em Nice prova mais uma vez que há uma situação de "guerra" e afirmou que seu país, que é "uma grande democracia", não se deixará desestabilizar nem cederá perante os terroristas.

"A França é um grande país e uma grande democracia que não vai se desestabilizar", afirmou Valls, em uma breve declaração pública ao término do conselho de segurança e de defesa presidido pelo presidente francês, François Hollande.

O premiê anunciou que Hollande decretou luto oficial de três dias "em homenagem às vítimas" a partir de sábado, e que nesta sexta-feira as bandeiras ficarão a meio mastro nos edifícios públicos.

No atentado em Nice, durante a comemoração pelo Dia da Queda da Bastilha, pelo menos 84 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos. "A França foi atingida mais uma vez por um ato terrorista covarde" e insistiu que "o terrorismo é uma ameaça que pesa fortemente sobre a França e que seguirá pesando durante muito tempo", afirmou Valls.

"Nós não vamos ceder, a França não vai ceder às ameaças terroristas", garantiu.

Ele disse que o atentado havia acontecido no dia da Festa Nacional, que lembra o início da Revolução Francesa com a tomada da prisão da Bastilha, no dia 14 de julho de 1789, e estimou que a resposta tem que ser "digna" com o que significa essa data.

O primeiro-ministro reiterou as medidas que havia antecipado o presidente Hollande, e acrescentou que na próxima terça-feira o governo francês apresentará um projeto de lei para prolongar em três meses o estado de emergência.

A Força Militar francesa vai convocar os reservistas para que reforcem a segurança, e o departamento dos Alpes Marítimos está em alerta. O presidente Hollande decidiu manter em seu nível máximo a missão Operação Sentinela do Exército francês. / EFE

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