Alexander F. Yuan/AP
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Para presidente do Sudão do Sul, rival declarou guerra

Depois de ataques do Sudão, comentário simboliza recrudescimento da retórica entre as nações

AE, Agência Estado

24 de abril de 2012 | 09h37

PEQUIM - O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, disse nesta terça-feira, 24, em viagem à China que os ataques lançados pelo rival Sudão representam uma declaração de guerra aos sul-sudaneses.

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Embora nenhum dos lados tenha feito uma declaração formal de guerra, o comentário de Kiir, feito durante encontro com o presidente chinês Hu Jintao, sinaliza o recrudescimento da retórica entre as nações rivais, que estão em conflito há vários meses.

Kiir chegou à China na segunda-feira à noite para uma visita de cinco dias. Ele disse a Hu que a viagem ocorre "em um momento muito crítico para a República do Sudão do Sul porque nosso vizinho em Cartum declarou guerra" ao país.

Segundo a mídia estatal chinesa, Hu respondeu que a China espera que os países "cessem os conflitos armados na fronteira" e procurem negociar com a comunidade internacional, que tenta mediar o conflito.

O Sudão do Sul conquistou sua independência do país vizinho no ano passado, mas ambos ainda não conseguiram resolver disputas em relação às receitas de petróleo e ao traçado da fronteira. As negociações foram interrompidas neste mês.

O Sudão continuou a atacar o vizinho hoje ao lançar oito bombas durante a madrugada, segundo o porta-voz militar sul-sudanês, o coronel Philip Aguer. Ele disse não saber se os bombardeios causaram vítimas por causa da comunicação precária.

Na segunda-feira, os sudaneses já haviam bombardeado um mercado e um campo de petróleo no Sudão do Sul, causando a morte de pelo menos duas pessoas.

As informações são da Associated Press.

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