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Suliman el-Oteify/AP
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Para Putin, nenhuma teoria sobre queda do avião no Egito deve ser descartada

Presidente russo não exclui teoria de que acidente teria sido causado por atentado terrorista. Vice-diretor de companhia aérea afirma que somente uma ‘ação técnica ou física’ poderia ter levado a aeronave a partir no ar

O Estado de S. Paulo

02 de novembro de 2015 | 15h45

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, decretou no domingo um dia de luto nacional e nesta segunda-feira, 2, declarou que o acidente foi uma grande tragédia. Questionado sobre se a queda poderia ter sido causada por atentado terrorista, o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, disse que nenhuma teoria deve ser descartada.

Um grupo militante egípcio afiliado ao Estado Islâmico (EI) afirmou no sábado que derrubou o avião "em resposta a ataques aéreos russos que mataram centenas de muçulmanos em terras sírias". No entanto, o ministro dos Transportes da Rússia, Maxim Sokolov, rejeitou a acusação, dizendo que "não podem ser consideradas precisas".

Para Alexander Smirnov, vice-diretor geral da companhia aérea Kogalymavia, que operava o avião sob o nome Metrojet, apenas uma "ação técnica ou física" poderia ter levado a aeronave a se partir em pleno ar.

"O avião estava em excelente condição", afirmou Smirnov em entrevista coletiva em Moscou. "Nós descartamos a possibilidade de uma falha técnica ou qualquer erro por parte da tripulação."

Seus comentários surgem em meio à crescente evidência de que o avião e sua tripulação haviam passado pelos exames médicos e de segurança requeridos. Além disso, uma inspeção russa do seu combustível constatara que cumpria os requisitos legais.

"Sem dúvida, é preciso fazer tudo para ter um quadro objetivo do ocorrido, para que saibamos o que ocorreu e reajamos a isso de maneira adequada", disse o chefe do Kremlin em reunião com Sokolov, quem o informou sobre o andamento dos trabalhos no lugar do acidente.

"Conforme a lei vigente, à família de cada passageiro será paga uma compensação de 2 milhões de rublos (cerca de US$ 32 mil)", disse Sokolov.

EUA. O diretor nacional de Inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, disse nesta segunda-feira que, até agora, não há nenhuma "evidência direta" de que um ato terrorista tenha causado a queda do avião da Metrojet.

Em um discurso em uma cúpula de especialistas em segurança e defesa, Clapper também disse que é "improvável" que o EI tenha capacidade para derrubar um avião, embora não descarte essa possibilidade.

Diretores da companhia aérea proprietária do avião garantiram hoje que a única causa possível para que o Airbus A321 tenha se desintegrado no ar é "uma ação mecânica exterior", ao assinalar que os pilotos perderam totalmente o controle do aparelho antes de ele cair.

A Rússia, aliada do presidente sírio, Bashar Assad, iniciou em 30 de setembro ataques aéreos contra os grupos da oposição na Síria, incluindo o EI. A Península do Sinai, onde o avião caiu, é palco de uma insurgência de militantes ligados ao grupo extremista, que já mataram centenas de soldados e policiais egípcios, além de terem atacado alvos ocidentais nos últimos meses. No entanto, não há indícios de que os militantes da área tenham mísseis capazes de atingir um avião a 30.000 pés. /REUTERS e EFE

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