Para Ramos Horta, demora impediu prisão de autores de ataque

Presidente timorense ainda se recupera do atentado sofrido em Díli no dia 11 de fevereiro

Efe,

28 de março de 2008 | 04h24

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, denunciou que as forças internacionais poderiam ter detido os autores dos ataques de 11 de fevereiro em Díli se tivessem atuado com maior rapidez. Veja TambémResponsáveis por ataques a líderes timorenses se entregamRamos Horta deixa hospital cinco semanas após atentadoLeia entrevista de Ramos-Horta ao 'Estado'Ramos-Horta é figura central há 30 anosMiséria e violência: combustíveis da crise Ramos Horta disse que a falta de rapidez na intervenção impediu os soldados da ONU, liderados pela Austrália, de deter os autores dos atentados nos quais ele ficou gravemente ferido e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso. "Se as tropas internacionais tivessem atuado com mais rapidez, teriam conseguido fechar as estradas, cercar a cidade, enviar helicópteros e capturar os rebeldes", disse o líder timorense, segundo a imprensa australiana. No entanto, Ramos Horta afirmou que não guarda rancor das tropas australianas, e explicou que elas apenas agem a pedido das Nações Unidas. O ministro da Defesa australiano, Joel Fitzgibbon, reiterou que as tropas de seu país atuam sob as ordens da ONU e do Governo timorense. Fitzgibbon assegurou que após se baleado, Ramos Horta não se encontrava em condições de julgar como responder de forma adequada à situação. O presidente timorense se recupera na cidade australiana de Darwin e tem a intenção de voltar a seu país em um mês.

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