Whitney Curtis/NYT
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Para rebater leis restritivas ao aborto, deputada propõe vasectomia compulsória no Alabama

Democrata Rolanda Hollis fez proposta para enviar mensagem de que 'homens não deveriam legislar sobre o que as mulheres fazem com seus corpos'

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2020 | 20h30

MONTGOMERY - Uma deputada do Alabama, farta das tentativas de seus colegas de proibir o aborto, entrou com uma legislação para exigir que todos os homens com mais de 50 anos obtenham vasectomias.

A deputada democrata Rolanda Hollis disse na última sexta-feira, 14, que apresentou o projeto para enviar "a mensagem de que os homens não deveriam legislar sobre o que as mulheres fazem com seus corpos".

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A situação do direito ao aborto nos Estados Unidos

Alabama e outros Estados aprovaram leis para dificultar e, em alguns casos, impedir a realização do aborto e tentar forçar a Suprema Corte a rever a decisão de 1973 que reconheceu o direito dessa prática no país

O projeto gerou polêmica. O senador republicano Ted Cruz ironizou a proposta em seu Twitter. "Caramba. Um governo grande o suficiente para dar tudo a você é grande o suficiente para tirar tudo de você...literalmente!", escreveu ao compartilhar uma matéria sobre a legislação.

No ano passado, os legisladores do Alabama aprovaram a proibição do aborto, a menos que a vida da mulher estivesse em perigo. Um juiz federal impediu a lei de entrar em vigor enquanto uma contestação judicial se desenrola no tribunal.

“Ano após ano, o partido majoritário continua a introduzir nova legislação que tenta ditar o corpo de uma mulher e seus direitos reprodutivos. Deveríamos ver isso como o mesmo ultrajante excesso de autoridade ", escreveu a legisladora de Birmingham em uma mensagem enviada à Associated Press.

Hollis disse que os médicos, e não os legisladores, são os que devem ser consultados sobre cirurgia, medicamentos e tomada de "decisões incrivelmente difíceis" relacionadas aos direitos reprodutivos pessoais.

O Alabama foi um dos vários estados que no ano passado tentou promulgar novas restrições ao aborto na esperança de fazer com que a Suprema Corte dos EUA revisitasse a decisão de 1973 que legalizava o aborto em todo o país. A esterilização forçada é inconstitucional no país. /com AP

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