Para rei da Jordânia, paz no Oriente Médio depende dos EUA

Em um pronunciamento realizado numa sessão conjunta do Congresso americano nesta quarta-feira, 7, o rei da Jordânia disse que os Estados Unidos devem liderar as iniciativas para a criação de condições para a paz permanente entre israelenses e palestinos. Citando os riscos de um possível novo adiamento nas negociações, o rei Abdullah II afirmou que a história mostrou que qualquer progresso nas negociações de paz no Oriente Médio só será possível com a mediação dos Estados Unidos."Nós esperamos que vocês exerçam um papel histórico", disse ele, acrescentando que os resultados precisam aparecer "não em um ou em cinco anos, mas este ano". "Chega de derramamento de sangue. Chega de vidas tiradas sem motivo."O discurso foi feito em inglês e durou cerca de 30 minutos, pois foi interrompido diversas vezes por conta dos aplausos de quem assistia.Suas colocações foram em grande parte sobre a questão do conflito entre israelenses e palestinos.Abdullah não fez referência direta ao Hamas quando se referiu às divisões internas no governo palestino. Além disso, o rei da Jordânia lembrou os esforços da secretária de Estado dos Estados Unidos em retomar os acordos de paz na região. Abdullah falou ainda sobre o sofrimento de palestinos e israelenses. Em uma citação, ele lamentou "os 40 anos de conflitos"."A meta precisa ser a paz por todos os lados", disse Abdullah. "Deve haver paz em Israel e em sua vizinhança."Na última sexta-feira, 2, o rei da Jordânia havia dito que a "Israel tem maior responsabilidade sobre um possível acordo de paz com os palestinos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.