Para Rumsfeld, uso de escudos humanos é "crime de guerra"

Todos os iraquianos envolvidos no uso de civis como escudos humanos durante um ataque militar dos EUA serão punidos como criminosos de guerra, disse o secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld. Ele afirmou que Saddam Hussein já se mostrou propenso a usar escudos humanos no passado, e sugeriu que a tática poderia ser adotada no caso de uma ação promovida pelo presidente George W. Bush.Numa entrevista coletiva concedida no Pentágono, Rumsfeld disse que Saddam ?deliberadamente? constrói mesquitas nas proximidades de instalações militares e ?usa escolas, hospitais, orfanatos e tesouros culturais para proteger forças militares?. ?Valer-se de escudos humanos não é estratégia, é assassinato, uma violação das leis do conflito armado e um crime contra a humanidade, e será tratado como tal?.As autoridades do Pentágono adiaram uma entrevista marcada para apresentar novas provas de que Saddam planeja usar vidas civis para desviar os ataques americanos. Mortes de civis são uma questão delicada para Rumsfeld o Departamento de Defesa, que se orgulham da precisão de seu armamento.O general Richard Myers, chefe do Estado-Maior, disse que mesmo o uso de escudos humanos voluntários - como as milhares de pessoas que vêm viajando para Bagdá, a fim de colaborar para evitar a guerra e proteger alvos civis - ainda configuraria crime de guerra.Um dos incidentes mais polêmicos da Guerra do Golfo de 1991 envolveu o pretenso uso de escudos humanos: forças da coalizão liderada pelos EUA bombardearam, em 13 de fevereiro, o que acreditavam ser uma casamata de comando militar em Bagdá, matando civis que estavam nos andares superiores. A Casa Branca alega que a casamata estava sendo usada por pessoal militar, que trabalhava nos andares inferiores. O Iraque afirma que a casamata era um abrigo antiaéreo para a população civil, bombardeado deliberadamente.

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