Para Rússia, morte de Benazir Bhutto provocará onda de terror

EUA afirmam que assassinato da ex-premiê prejudica o processo de reconciliação na crise política do Paquistão

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2007 | 12h04

A morte da líder oposicionista do Paquistão Benazir Bhutto, nesta quinta-feira, 27, deve causar uma onda de terror no país, segundo um importante diplomata russo. Segundo o Departamento de Estado americano, o assassinato da ex-primeira-ministra prejudica o processo de reconciliação no país.   Veja também: Oposição acusa Musharraf pela morte Paquistaneses protestam nas ruas Bush diz que assassinato foi 'ato covarde'   Índia classifica ato como 'abominável' Benazir, uma história de dinastia política Cronologia: A trajetória de Benazir Assista ao vídeo  Blog do Guterman: Guerra civil à vista  Bhutto foi alvo de um atentado na cidade de Rawalpindi, onde acabava de discursar para seus partidários. Segundo declarações de seu conselheiro de segurança, Reham Malik, a líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) morreu após receber tiros no pescoço pouco antes de uma explosão que deixou entre 15 e 20 mortos e dezenas de feridos.   "Um ato de terror é um mau sinal", afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores Alexander Losyukov, o principal diplomata russo para a Ásia, à agência de notícias Itar-Tass. "Nós oferecemos nossas condolências. Isso, com certeza, vai provocar uma onda de terrorismo."   "O atentado mostra que ainda há pessoas que tentam prejudicar a reconciliação e o desenvolvimento democrático no Paquistão", declarou um porta-voz do Departamento de Estado americano à Agência Efe.

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