Para socialistas, Sarkozy marca volta da direita violenta

O Partido Socialista (PS) francês definiu neste domingo como "extremamente preocupante" e "retrógrado" o discurso de Nicolas Sarkozy, que foi anunciado oficialmente como candidato à Presidência da França pelo partido conservador governante União por um Movimento Popular (UMP). "É a direita violenta voltando", denunciou o porta-voz do PS, Julien Dray, que considerou o discurso de Sarkozy "extremamente preocupante para os franceses e para a França".Dray, que insistiu no "espetáculo midiático organizado" para a posse de Sarkozy, disse que a França reunida "está muito longe de voltar a ser posta em andamento". Era uma alusão à vontade declarada de Sarkozy de ser "o presidente de uma França reunida".Já Ségolène Royal, que há dois meses foi escolhida pelos socialistas para as eleições presidenciais de abril-maio, não quis comentar a nomeação de Sarkozy pela UMP. As pesquisas indicam que Royal e Sarkozy estão empatados nas intenções de voto em um possível segundo turno.Uma pesquisa da LH2 que o jornal Libération publicará na segunda, mostra que 34% dos franceses desejam um duelo entre os dois no segundo turno, e que 61% se dizem interessados na campanha. Para o ex-rival de Royal e ex-ministro socialista Dominique Strauss-Kahn, Sarkozy tem "algo de (Silvio) Berlusconi". No site de Sarkozy, lançado neste domingo e considerado um instrumento de peso na campanha, o candidato se declara "feliz e tranqüilo, determinado e livre".

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