Para sunitas, mandado contra ministro é tentativa de exclusão

Na terça, policiais fizeram busca por político acusado de assassinato em 2005

Agencia Estado

27 Junho 2007 | 14h43

O mandado de prisão contra o ministro da Cultura do Iraque, Asad Kamal al-Hashimi, é mais uma ação de um governo dominado por xiitas para marginalizar a minoria sunita do país, denunciou nesta quarta-feira, 27, a principal organização política sunita iraquiana.A queixa vem à tona um dia depois de forças iraquianas terem conduzido uma operação de busca na residência de Hashimi e detido cerca de 40 de seus guarda-costas.O ministro não estava em casa no momento da ação, mas autoridades locais alegavam que o mandado foi emitido depois de ele ter sido apontado como mandante da tentativa de assassinato de um político rival em 2005.A ação das forças de segurança enfureceram grupos e políticos sunitas, segundo os quais o episódio pode ameaçar os esforços de reconciliação promovidos pelos Estados Unidos.O governo americano vem tentando aumentar o envolvimento dos sunitas na política iraquiana. O grupo dominou o país durante décadas até a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003.Enquanto isso, cinco policiais morreram em explosões ao norte de Bagdá. Na capital iraquiana, episódios de violência provocaram a morte de mais seis pessoas, sendo pelo menos cinco civis.

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