Para Teerã, guerra é ilegítima

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Kamal Kharrazi, afirmou que "as operações militares americanas no Iraque são injustificáveis e ilegítimas", segundo a oficial Agência de Notícias da República Islâmica. O Irã fechou suas fronteiras com o Iraque logo após o início dos ataques, disse o vice-ministro do Interior, Ahmad Hosseini, à agência. Ele acrescentou que até o momento não haviam sido vistos refugiados perto da fronteira e reiterou um anúncio de que o Irã ajudará qualquer refugiado iraquiano da guerra do lado iraquiano da fronteira, antes de deixá-lo passar para o Irã. O espaço aéreo iraniano também foi fechado "para os lados em guerra". Mundo árabeAs reações oficiais dos governos árabes ao início da guerra destacaram os temores pelos civis iraquianos e lamentaram o fracasso dos esforços diplomáticos, mas evitaram, em sua maioria, criticar diretamente os EUA. Nas ruas de diversos países da região houve protestos contra os ataques norte-americanos. Na Universidade do Cairo, no Egito, os estudantes cantaram: "É só esperar, Bush, amanhã os muçulmanos vão cavar sua sepultura". Os palestinos na cidade de Beit Hanoun em Gaza gritavam "Morte à América, morte a Bush", e "vamos sacrificar nossa alma e sangue por Saddam". O movimento palestino Hamas condenou o ataque "como o começo de uma nova colonização americana na região que não se limitará ao Iraque".Os países do Golfo também destacaram as medidas de precaução para proteger seus cidadãos. Osama el-Baz , assessor político do presidente egípcio, disse que o Egito trabalhou duro por um acordo pacífico, mas que a declaração do Iraque de que destruiu suas armas de destruição de massa veio muito tarde. O rei do Bahrain, Hamad bin Isa Al Khalif, disse: "Partilhamos com cidadãos iraquianos seus sentimentos e sofrimentos e compreendemos a dura situação em que estão". No Cairo, Amr Moussa, secretário-geral da Liga Árabe, disse que é "um triste dia para todos os árabes, com uma de nossas nações sob ataque militar que não considera a (segurança de seus) civis". Ele pediu que o Conselho de Segurança da ONU assuma suas responsabilidade para "manter a paz e a segurança internacionais e ponha fim à guerra".Veja o especial :

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